RN profissionalizado?

31 de Janeiro, 2012

Em matéria do jornal Tribuna do Norte, edição de 7 de maio de 2010, disponível no site da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte o governo anunciou a assinatura, até um mês depois, da ordem de serviço para a construção de dez Centros de Ensino Profissionalizante no Estado. O tema mereceu destaque na primeira edição daquele ano do projeto “Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, uma realização da TRIBUNA DO NORTE, Fiern, Fecomércio/RN e RG Salamanca Investimentos, com patrocínio do Governo do Estado, Assembléia Legislativa, Câmara Municipal e UnP.

A informação do então secretário de educação, prof. Otávio Augusto de Araújo Tavares, era de que oito centros já estavam licitados e os outros dois em fase final. Além disso, os 55 milhões necessários estavam disponíveis, no âmbito do projeto “Brasil Profissionalizado”, uma parceria do Ministério da Educação com o Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC).

Segundo a reportagem, os dez centros de ensino profissionalizantes da rede estadual seriam construídos em Mossoró, Alto do Rodrigues, dois em Natal, dois em São Gonçalo do Amarante, Tibau, Parnamirim, Extremoz e Ceará-Mirim.  Dizia ainda: “A previsão é de que até o final do ano [2010] todos os dez centros estejam com as obras concluídas.”

O secretário, na mesma matéria, informou que além da construção dos dez centros, o projeto “Brasil Profissionalizado” também contemplaria a reforma e ampliação de 74 escolas da rede estadual  - na ocasião já estavam todas definidas - que passariam a oferecer, além do ensino fundamental e médio, cursos profissionalizantes.

Amanhã já será fevereiro de 2012 e convém indagarmos: quantos centros de educação profissionalizante já foram entregues e estão em atividades, servindo aos jovens do nosso Estado? Quantas escolas já foram reformadas e ampliadas? Quantas estão servindo ao projeto Brasil Profissionalizado”?

Na sua edição de ontem O Jornal de Hoje publica ampla matéria intitulada “Tradicionais escolas públicas do Estado atraem número cada vez menor de alunos”. Chama a nossa atenção a informação de que a continuação da construção de dez centros profissionalizantes e reforma das 57 (não mais 74) escolas para o desenvolvimento do projeto “Brasil Profissionalizado” estão entre as metas e ações da Secretaria para 2012. Indago: será que são os mesmos 10 centros que seriam concluídos até o final de 2010? Seriam as mesmas escolas?

Enquanto isso, o Ceará, nosso Estado vizinho, já dispõe de 77 unidades em atividades, entre centros e escolas adaptadas. Somente em 2011 foram inauguradas 18 unidades e tantas outras estão programadas. Clique Aqui e confira as 77 unidades, inclusive com os respectivos endereços, entre outros dados.

Em relação ao Rio Grande do Norte, é bom ressaltar que não discuto as boas ou más intenções desse ou daquele gestor, desse ou daquele governo, mas, indiscutivelmente, o Estado deve sim satisfações à população que paga caro para dispor de gestores competentes.

Palestra no Alto…

29 de Janeiro, 2012

Com muito prazer farei a palestra de abertura da 23ª Jornada Pedagógica do Alto do Rodrigues-RN. O tema: “Ampliando o tempo e o modo de aprender além da sala de aula”.

pic.twitter.com/UhhrKhzF

De parabéns a competente secretária, professora Raquel Vianna e equipe, pelo zelo na condução da Educação no município.

Cláudia Santa Rosa e Raquel Vianna premiadas em 2010 - Solenidade em Afonso Bezerra

Cláudia Santa Rosa e Raquel Vianna premiadas em 2010 - Solenidade em Afonso Bezerra

Convido você a visitar o blog da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes: http://educarinformes.blogspot.com/

“E a minha educação?”

28 de Janeiro, 2012

Compartilho neste espaço o ótimo artigo “E a minha educação?, do professor Frederico Horie Silva, publicado no jornal Diário de Natal, edição de 27/01/2012.

Depois de anos de espera por um concurso público que suprisse a demanda de professores na rede estadual de educação do Rio Grande do Norte, finalmente ocorreu, em dezembro, uma seleção para educadores no Estado. Entretanto, com base nas palavras da própria secretaria e da promotoria de educação, não há como viabilizar a entrada dos concursados até o início do ano letivo, previsto para primeiro de março. Os novos professores estarão em sala de aula somente em maio, coincidindo com o final do 1º bimestre e início do 2º bimestre – de acordo com o calendário escolar elaborado pela secretaria. O concurso, há anos prometido pelo governo do Estado, foi realizado às pressas, no prazo final. Não há desculpa plausível para o ocorrido. A entrada tardia destes professores compromete o planejamento das escolas para o ano todo, o que é lamentável e desanimador.

Os professores irão assumir as turmas com as atividades já em andamento, não terão tempo para conhecer a escola,se familiarizarem com o projeto político pedagógico (PPP) e com os colegas de trabalho. Com sorte, os professores temporários fecharão as notas e/ou os relatórios do 1º bimestre; aplicando as provas, corrigindo-as e preenchendo as cadernetas. O professor que está chegando lidará com algo que não viveu, com as notas de alunos que nunca viu, com um planejamento do 1º bimestre que não foi o seu, com alunos com dificuldades e especificidades que ele não sabe quais são. Um absurdo, um desrespeito com os professores, com os pais e, sobretudo, com os alunos.

A atual situação da educação no Rio Grande do Norte é fruto de um descaso histórico, evidenciado pela descontinuidade em sua gestão – foram dez gestores nos oito anos do governo passado (!) e, se entendemos a educação como um processo, é coerente que resultados mais sólidos tendam a aparecer a médio e longo prazo. Entretanto, há um fator que precisa ser considerado imediatamente, e por ele algo precisa ser feito: o aluno em idade escolar. Para ele, a melhoria futura da educação não transforma sua realidade, são necessárias ações no presente. Em março deste ano, o aluno estará na escola, esteja ela pronta ou não. A escola pra ele é hoje, seu tempo escolar é este.

Na edição de 15 de janeiro, o jornal Diário de Natal destaca a entrevista com a gestora da educação estadual do Rio Grande do Norte, professora Betânia Ramalho, que afirmou que o Governo do Estado não está em dívida com a educação estadual, pois está cumprindo com rigor os 25% determinado na Constituição Federal, e mantido as contrapartidas do transporte e da merenda escolar. Entretanto, como sociedade (poder público, escolas, professores e famílias), estamos longe de oferecer uma educação de qualidade aos nossos alunos.

Nos coloquemos no lugar de um aluno que está matriculado na rede pública de ensino, em uma escola que não faz parte das poucas consideradas modelos do nosso Estado. Este aluno não possui motivação para estudar e, quando da janela de sua casa ele vê um grupo de meninos e meninas indo para uma escola particular do bairro sente-se sortudo, pois ainda estamos no final janeiro e início de fevereiro e suas aulas só começam em março. Sobra mais tempo de férias, para assistir televisão, para acordar tarde e “descansar a cabeça”. Quando ele estiver iniciando o ano letivo, aqueles alunos que passaram por sua janela já estarão fazendo as primeiras provas, os primeiros trabalhos escolares, ou seja, o ano letivo nem começou e ele já está sendo prejudicado.

Existe a possibilidade de que mesmos os professores temporários não absorvam toda a demanda das escolas, e este aluno comece o ano sem o quadro completo de professores. Existe o risco de que os educadores, por inexperiência, não sejam capazes de conduzir situações favoráveis ao seu aprendizado. Mesmo o melhor e mais bem intencionado professor terá dificuldades em elaborar um planejamento adequado, levando em consideração o PPP da escola e as necessidades/especificidades dos alunos, uma vez que seu trabalho não terá continuidade durante o ano.

Situações como esta vem se repetindo há anos, tanto na rede estadual como nas redes municipais, e é provável que em 2012 o quadro seja similar. Se levarmos em consideração apenas as escolas estaduais, há atualmente 310 mil alunos matriculados que precisam hoje de uma boa escola, e eles não podem esperar.

Frederico Horie Silva - fredericohorie@yahoo.com.br - , educador e biólogo, escreve a convite do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), que colabora com artigos no jornal Diário de Natal às sextas-feiras.

Palestra no Contemporâneo

25 de Janeiro, 2012

Na manhã de hoje realizei palestra no Complexo Educacional Contemporâneo durante a programação da 2ª etapa da Semana do Conhecimento, atividade de preparação para o ano letivo de 2012.

Abordei o tema do eixo temático – Respeito e responsabilidade: essenciais para o bem-estar social - escolhido pela escola para orientar os seus projetos ao longo do ano.

Destaco a concentração do auditório e a participação com comentários que enriqueceram o debate, revelando o alto grau de profissionalismo e competência da equipe.

Seguem alguns registros:

Cláudia Santa Rosa

Cláudia Santa Rosa

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Cláudia Santa Rosa e profa. Elis

Cláudia Santa Rosa e profa. Elis

Atividade Final

Adeus, Bartolomeu!

16 de Janeiro, 2012

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Morreu na madrugada desta segunda-feira (16), em Belo Horizonte, o escritor Bartolomeu Campos de Queirós, de 66 anos. Ele estava internado no Hospital Felício Rocho, na região centro-sul da cidade, segundo informações do hospital.

Autor de mais de 40 livros para crianças e jovens, educador, crítico de arte, museógrafo e ensaísta, seu primeiro livro, “O peixe e o pássaro”, foi publicado em 1974. Em maio do ano passado, o escritor lançou “Vermelho Amargo”, que revisita a própria infância.

Campos de Queirós morreu em decorrência de uma insuficiência renal, que o obrigava a realizar hemodiálises regularmente, de acordo com os porta-vozes do hospital.

O autor recebeu inúmeros prêmios, entre eles o Jabuti, maior condecoração literária do país, e o prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil de 2008. Bartolomeu foi, além disso, finalista em 2010 do prestigioso prêmio internacional Hans Christian Andersen de Literatura Infantil.

O prêmio Ibero-americano SM reconheceu “a transcendência de sua obra que se manifesta na profundidade dos temas abordados, o respeito pelo leitor, os desafios que teve de enfrentar, seu compromisso com a arte literária sem concessões e o caráter poético e filosófico de sua obra”.

Nascido no município de Papagaios (Minas Gerais), trabalhou em diversos projetos de incentivo à leitura patrocinados pela Biblioteca Nacional e pelo Governo de Minas Gerais. Algumas de suas obras foram traduzidos para o espanhol, inglês e dinamarquês.

Campos de Queirós foi autor também de livros premiados como “Onde tem bruxa tem fada” (1979) e “Até passarinho passa” (2004) e diversas obras que estão na lista que o Governo brasileiro enviou às bibliotecas escolares para promover a leitura.

Fonte: Agência Estado

De Cláudia Santa Rosa – O escritor Bartolomeu Campos de Queirós deixa uma enorme lacuna no movimento literário brasileiro. Homem sensível, fazia das palavras poesia da melhor qualidade, encantando crianças e adultos. Esteve em Natal por muitas vezes e aqui deixou uma legião de amigos e admiradores. Destaco a 1ª edição do Seminário Potiguar Prazer em Ler, realizada em 2007, quando conversou com 600 educadores e a todos envolveu com a sua voz mansa e delicada e um texto gestado na alma, do modo como ele bem sabia fazer. Foram muitas as oportunidades em que ouvi Bartolomeu e somente para ser mais humana. A última vez foi durante o Salão do Livro, no Rio de Janeiro,  em junho de 2011, oportunidade em que ele autografou o seu “Vermelho Amargo” com o seguinte texto: “Para Cláudia, com meu abraço amigo, hoje e sempre”. Ficam agora o seu legado e a sua obra de presente para o Brasil e o mundo, hoje e sempre. Descanse, Bartolomeu!

Autógrafo para Cláudia Santa Rosa, em julho de 2011. Livro: Vermelho Amargo

Autógrafo para Cláudia Santa Rosa, em julho de 2011. Livro: Vermelho Amargo

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E o “Pacto da Educação”?

15 de Janeiro, 2012

A excelente edição de hoje do jornal O Poti destaca entrevista com a gestora da educação estadual do Rio Grande do Norte, professora Betânia Ramalho. Confira no seguinte link:  http://bit.ly/ySX2Gl

Considero as AMEAÇAS, diante da possibilidade de uma greve de professores, completamente desnecessárias ou pelo menos fora de hora. Corremos o risco de acirrarem os ânimos da categoria, que ainda sofre com a falta de implementação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos. As promoções horizontal (por tempo de serviço) e vertical (títulos) continuam paradas. Servidores com título de doutor e mais de 20 anos de serviço prestados ao RN – como é o meu caso – percebem dois e meio salários mínimos. Aviltante!

Urge que se planeje a Educação com quem faz a escola pública do Estado e que se instale o diálogo permanente e respeitoso com os educadores, do modo como é prometido no calor das greves.

A sociedade ainda aguarda a proposta de “Pacto em favor da educação” presente no discurso de campanha da então candidata Rosalba Ciarlini, governadora do estado desde 1º de janeiro de 2010.

Coisas de escola pública

6 de Janeiro, 2012

A cada ano letivo trabalho para que as coisas aconteçam diferentes pelo menos numa instituição de ensino da rede estatal. Entre erros e acertos, confesso que não tem sido fácil contrapor a cultura que teima em apequenar a escola pública, impondo aos alunos infraestrutura e processos de ensino e aprendizagem que os inferiorizam.

Não seria menos grave se os problemas que comprometem a qualidade social da escola pública ocorressem apenas na unidade onde eu trabalho. Infelizmente alguns parecem crônicos e, em maior ou menor intensidade, estão espalhados pelos quatro cantos dos municípios e estados brasileiros. Fosse esse quadro tão diferente, os indicadores não atestariam o insucesso da nossa educação.

Um conjunto de trapalhadas e desacertos históricos da gestão pública contribui para uma espécie de código – não escrito – que, excetuando-se as federais, distingue as escolas estatais daquelas da rede privada ou as escolas que funcionam mal daquelas que funcionam com regularidade. Não é raro se ouvir referências pejorativas, do tipo: “isso é coisa de escola pública.” De fato, nas últimas décadas, tornaram-se coisas de escola pública:

a) os resultados pífios da maioria, quando são divulgados exames e índices oficiais que revelam o baixo desempenho dos alunos em relação às aprendizagens;

b) a definição dos professores dos anos iniciais do ensino fundamental sem considerar as competências e habilidades na condução do processo de alfabetização e letramento;

c) a falta de gestão do seu próprio orçamento, diferente de como ocorre nas escolas particulares. Cada unidade deveria receber os recursos do investimento público por aluno e executá-los de acordo com o seu projeto;

d) a ingerência administrativa e pedagógica de órgãos intermediários e central, que executam programas e projetos, em detrimento da gestão autônoma da escola, do seu projeto pedagógico e do protagonismo da sua equipe;

e) a escolha técnica do gestor da escola, que deveria se dar mediante concurso público, ceder lugar à escolha pelo voto da comunidade escolar, bastando ser professor ou especialista do quadro da escola, como se esse critério fosse determinante para garantir a gestão democrática;

f) a realização de concursos públicos de contratação aleatória de professores e outros profissionais, sem estabelecer vagas por escolas e sem a inclusão de etapa final a ser conduzida por cada unidade, contemplando entrevista, checagem de referências e prova prática;

g) a presença e permanência de “profissional” que adoece para a escola pública, enquanto “vende saúde” para a instituição particular, o mesmo que escolhe o horário de trabalho na escola pública para realizar todo tipo de demanda pessoal ou profissional de outros vínculos, que alinhava processos, subtrai os direitos dos alunos e gera dificuldades ao funcionamento regular da escola, sem nenhuma cerimônia e observação à ética profissional;

h) os gestores públicos se inspirarem na média salarial dos professores das escolas particulares, diante dos vencimentos aviltantes que afastam os mais talentosos do ingresso no magistério público;

i) a constante luta dos professores por um plano de carreira decente, que os valorize enquanto profissionais e ofereça as condições dignas para seguirem no magistério;

j) a ausência de planejamento e/ou perenidade de uma burocracia grotesca que impede reformas e serviços de manutenção das instalações físicas dos prédios no período de férias e recesso escolar;

k) a ausência e/ou falta de manutenção/atualização da tecnologia, dos equipamentos e mobiliários fundamentais para a escola cumprir a sua função social;

l) o início do ano letivo ocorrer somente no mês de março e acabar depois do Natal, isso quando a falta de diálogo entre professores e governo não retarda mais ainda;

m) a imposição de um calendário escolar padronizado para todas as escolas de um mesmo município ou estado, desconsiderando as especificidades de cada unidade e a autonomia preconizada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação;

n) a determinação de sábado letivo mensal para todas as escolas, quando é de conhecimento de todos que em muitas instituições esse dia não funciona;

o) a prática de iniciar o ano letivo sem o quadro de servidores completo, permanência dessas carências por semanas, meses e até mesmo por todo ano, além de, por vezes, não ocorrerem substituições quando há vacâncias durante o percurso;

p) a ausência de agenda mensal de reuniões para planejamento e avaliação coletiva dos processos de ensino e aprendizagem e da gestão da escola em geral, bem como para a realização de uma consistente política de formação continuada dos profissionais;

q) os professores e parte dos especialistas trabalharem na escola, pelo menos de forma presencial, somente dois ou três dias para além dos 200 dias letivos/ano, dificultando a possibilidade de outras ações de relevâncias pedagógicas.

Caso houvesse mais espaço é possível que o abecedário fosse insuficiente para aduzir todas as “coisas de escola pública”, dou-me por satisfeita, especialmente se para alguns interessar o debate e, sobretudo, a tarefa coletiva de refazer tal cultura.

Cláudia Santa Rosa, educadora, escreve a convite do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), que colabora com o jornal Diário de Natal às sextas-feiras. Texto publicado na edição de hoje.

O meus desejos…

27 de Dezembro, 2011

Feliz 2012

Boas Festas!

20 de Dezembro, 2011

Compartilho com vocês o cartão de fim de ano do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE). Agradecemos pelo ano de 2011 e desejamos os melhores votos de Boas Festas.

Cartão de Fim de Ano do IDE - 2011

Frente em Defesa…

9 de Dezembro, 2011

Crianças fazem mediação de leitura

Crianças fazem mediação de leitura

Crianças de diversas escolas de Natal e Parnamirim defendem, através de jogral, os pontos principais do Manifesto por um Rio Grande do Norte
Crianças de diversas escolas de Natal e Parnamirim defendem, através de jogral, os pontos principais do Manifesto por um Rio Grande do Norte
Composta a mesa de debates:  a coordenadora do Projeto Escola de Leitores, Claudia Santa Rosa; o diretor da biblioteca Câmara Cascudo, Marcio Rodrigues; deputada federal do PT/RN, Fátima Bezerra; Deputado Estadul Fernando Mineiro; o representante da Região Nordeste no Minc, Fábio Lima; Erileide Maria, representando a Secretaria Estadual de Educação e Conceição Flores, da Rede Estadual de Leitura Literária (RELLer).
Composta a mesa de debates: a coordenadora do Projeto Escola de Leitores, Claudia Santa Rosa; o diretor da biblioteca Câmara Cascudo, Marcio Rodrigues; deputada federal do PT/RN, Fátima Bezerra; Deputado Estadul Fernando Mineiro; o representante da Região Nordeste no Minc, Fábio Lima; Erileide Maria, representando a Secretaria Estadual de Educação e Conceição Flores, da Rede Estadual de Leitura Literária (RELLer).

  

Fontes: Diário de Natal (texto) e fotografias do arquivo do Escolas Leitoras

 . Confira por AQUI  um belo Álbum com a cobertura feita por Vlademir Alexandre, competente fotógrafo.  

  

RN instala Frente Parlamentar Mista do livro e da leitura

 
Um dos pontos altos hoje (9) da solenidade de instalação, no RN, da Frente Parlamentar Mista do Livro e da Leitura, presidida pelo deputado Fernando Mineiro (PT), e do Fórum Estadual do Livro e da Leitura, foi o relato da experiência de um jovem que com apenas 14 anos, começou a mudar a vida de muitas pessoas à sua volta, permitindo-lhes o acesso aos livros.

Trata-se do estudante Danilo Bezerra, hoje com 17 anos, que instalou, em sua própria casa, na zona rural de Almino Afonso, a Biblioteca Comunitária Presidente Juscelino Kubitscheck (BCJK). Desde setembro, sua biblioteca integra o projeto Arca da Leitura, dos governos estadual e federal. Danilo já esteve por duas vezes em Brasília e numa delas foi condecorado pelo Congresso Nacional.

Recentemente, recebeu uma carta da presidente Dilma Roussef parabenizando-o pela iniciativa. O jovem foi aplaudido de pé e dedicou o sucesso do seu projeto ao apoio dos pais. A biblioteca no Sítio Três Altos conta hoje com um acervo de mais de três mil exemplares. “Iniciei contra tudo e contra todos. Nem minha família achou que ia dar certo. Mas eu tinha esse sonho a realizar”, disse o jovem.

Bibliotecas


Em meio à solenidade realizada no plenarinho da Assembleia Legislativa, uma boa notícia por parte do governo foi anunciada pelo diretor da Biblioteca Câmara Cascudo, Márcio Rodrigues de Freitas: a reforma da biblioteca está prestes a ser concluída e praticamente todos os municípios do RN contam com sua biblioteca pública.

Mas o reverso, é que na maioria destas cidades os gestores não existem entregam a responsabilidade pelas bibliotecas a pessoas capacitadas para trabalhar nelas. “Muitos prefeitos e secretários recebem o acervo e deixam encaixotado. E o dinheiro que o governo investiu fica perdido, é jogado fora, porque a biblioteca fechou e o livro foi para a casa de outras pessoas e não vai servir à comunidade”, denunciou. Segundo o diretor, o governo investiu cerca de R$ 55 mil em cada biblioteca.

A audiência pública contou com a presença da deputada Fátima Bezerra, que preside nacionalmente esta frente, reinstalada em setembro com a adesão de mais de 200 parlamentares, e preside também a Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal. Também estiveram presentes o diretor do livro e da leitura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, representantes do governo, município, professores de escolas das redes municipal e estadual, instituições de ensino superior do RN (Unp, IFRN, UFRN, Instituto Kennedy) e entidades como o IDE (Instituto de Desenvolvimento da Educação), presidido por Cláudia Santa Rosa.

Diversas experiências para expansão da leitura literária foram relatadas. A professora Conceição Flores, do curso de Letras da Unp, falou sobre o o projeto Arca das Letras. A coordenadora do IDE, Claudia Santa Rosa, citou o fórum de Escolas Leitoras, que conta com a participação de 150 escolas, organizadas em 15 pólos, mas questionou o fato de muitos projetos se realizarem de forma fragmentada. “Em Natal tivemos muitos eventos, como feiras, ações de leituras, seminários, eventos altamente importantes para a política da leitura, mas muitos são feitos isoladamente”, disse.

Fabiano dos Santos sintetizou a importância da leitura: “O direito de ler é um direito à cidadania. O direito à literatura é um fator indispensável de humanização, assim como o sonho é fundamental para o equilíbrio humano e psíquico. Não conseguiremos viver bem sem a perspectiva da fabulação e da fantasia”, disse.
 
 
Cláudia Santa Rosa durante pronunciamento

Cláudia Santa Rosa durante pronunciamento

Deputada Fátima Bezerra

Deputada Fátima Bezerra

Auditório concentrado

Auditório concentrado

Graça Leal com uma criança leitora do Ponto de Leitura de Ponta Negra

Graça Leal com uma criança leitora do Ponto de Leitura de Ponta Negra

Danilo Bezerra encantou a todos(as)

Danilo Bezerra encantou a todos(as)

Fabiano dos Santos, um potiguar no MinC

Fabiano dos Santos, um potiguar no MinC

Eleika Bezerra Guerreiro destacou projeto inspirado no "Livro para voar"

Eleika Bezerra Guerreiro destacou projeto inspirado no "Livro para voar"