Arquivo da Categoria ‘Na Mídia’

Analfabetismo: vergonha!

Sexta-feira, 18 de Novembro, 2011

Analfabetismo cai no Brasil, mas ainda é maior que no Zimbábue

André Monteiro – Folha UOL Educação – 16/11/2011

A taxa de analfabetismo entre a população com 15 anos ou mais diminuiu 4 pontos percentuais entre 2000 e 2010, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira. O número caiu de 13,6% para 9,6%.

Veja mapa interativo com o raio-X do país
Compare você com o resto do Brasil
Metade mais pobre da população fica com 17,7% da renda
Idade média é de 31,3 anos para homens e 32,9 para mulheres
Mortalidade infantil cai 85% em 30 anos, diz IBGE
Morte de homens é quatro vezes a de mulheres entre jovens
Brasileiros vivem em 193 países pelo mundo, revela Censo
Energia chega a 98% das casas; lixo ainda é queimado no campo
Rede de água e esgoto avança no campo, mas ainda é baixa
Mulheres ganham menos do que os homens, aponta Censo

Na área urbana, o indicador passou de 10,2% para 7,3% da população. Já nas áreas rurais, ele teve uma melhora de 29,8% para 23,2%.

Nos Estados, a menor taxa de analfabetismo foi encontrada no Distrito Federal (3,5%) e a maior em Alagoas (24,3%).

As maiores quedas entre a população com 15 anos ou mais se deram no Norte (de 16,3% em 2000 para 11,2% em 2010) e no Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%).

Apesar do avanço, o índice de analfabetismo no Brasil ainda está acima do de muitos países. De acordo com dados de 2009 do Banco Mundial, a taxa de analfabetismo era de 8,14% no Zimbábue, país africano com PIB per capita igual a 5% do brasileiro.

A média mundial, segundo as estatísticas, foi de 16,32%. A menor taxa foi encontrada em Cuba (0,17%) e a maior no Chade (66,39%).

Editoria de Arte/Folhapress

Clique e compare você com as informações do país levantadas pelo Censo 2010

Clique e compare sua situação com as informações do restante do país levantadas

pelo Censo em 2010

RENDA

Entre as crianças brasileiras de 10 a 14 anos, 3,9% ainda não estavam alfabetizadas em 2010, o que representa cerca de 671 mil crianças. Em 2000, o número deste contingente era de 1,2 milhão de crianças, ou 7,3% do total.

A pesquisa apurou que as crianças que vivem em famílias pobres demoram mais para serem alfabetizadas.

Considerando as crianças de 10 ou mais, o analfabetismo atinge 17,5% das que vivem em famílias com renda per capita de até um quarto do salário mínimo, 12,2% nas que vivem com renda de um quarto até meio salário, 10% nas de meio a um salário, e 3,5% nas de um a dois salários.

Editoria de Arte/Folhapress
Veja mapa interativo do Censo 2010
Veja mapa interativo do Censo 2010

Nas faixas seguintes, a taxa de analfabetismo prosseguiu em queda, passando de 1,2%, na classe de 2 a 3 salários mínimos, a 0,3%, na de 5 salários mínimos ou mais.

Na faixa entre 15 e 19 anos, a taxa de analfabetismo atingiu 2,2% em 2010, mostrando uma redução em relação a 2000, quando era de 5%.

Por outro lado, no contingente de pessoas de 65 anos ou mais, este indicador ainda é elevado, alcançando 29,4% da população nesta faixa de idade em 2010.

CENSO

Participaram do Censo 2010 cerca de 190 mil recenseadores, que visitaram os mais de 5.500 municípios brasileiros. Ao todo, foram entrevistados representantes de 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro –outras 899 mil residências foram consideradas fechadas.

Os primeiros dados da pesquisa, que identificou uma população de 190 milhões de pessoas, foram revelados em abril deste ano. Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou dados consolidados e novos recortes nas estatísticas.

Em 10 anos, taxa de analfabetismo cai 27,2% no Rio Grande do Norte

Tribuna do Norte – 16 de Novembro de 2011
A taxa de analfabetismo caiu 27,2% em uma década no Rio Grande do Norte, passando de 25,4% em 2000 para 18,5% no ano passado. Mesmo assim, o RN tem 441.723 habitantes, com 15 anos ou mais de idade  que não sabem ler e escrever, o equivalente à população de Mossoró e Parnamirim, as duas maiores cidade do Estado depois de Natal, a capital. Os números são do Censo-2010, divulgado na manhã desta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Parnamirim é o município com a menor taxa de analfabetismo.  Entre um Censo e outro, houve redução de 42% na taxa, de 13,8% para 8,0%. A segunda menor taxa é a de Natal (8,3%) e a maior a de João Dias (38,9%), município do Oeste Potiguar que também tem a maior taxa de extrema pobreza do RN. Os 8,3% de analfabetismo em Parnamirim representam menos da metade da média estadual. Por faixa etária, o analfabetismo na terceira cidade mais populosa do Estado é de 2,3% entre 15 e 24 anos; de 7,3% para a faixa entre 24 e 59 anos e de 27,6% para quem tem 60 anos ou mais.

A redução só não foi maior por causa das dificuldades que os municípios têm para alfabetizar a população de faixa etária mais elevada.  Enquanto a diminuição do analfabetismo  de Parnamirim  foi de 62,9% entre 15 e 24 anos, na população mais idosa a queda foi de apenas 35,8%. Fatores como doença, trabalho, obrigação para cuidar da família são obstáculos para os programas de alfabetização de adultos.

Para a professora Raimunda Basílio, ex-secretaria de Educação de Parnamirim, os números do IBGE premiam o esforço feito nos últimos dois anos nesse sentido pela prefeitura local. Alfabetizamos 8 mil crianças, entre 2009 e 2010, através de um programa criado especificamente com esta finalidade e ampliamos a estrutura do EJA (Educação de Jovens e Adultos.”


Os dados, divulgados na manhã desta quarta-feira apontam João Dias, Espírito Santo, Serra de São Bento, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, Boa Saúde, Jundiá, Olho D’água dos Borges e Japi como os municípios de maior taxa de analfabetismo do Rio Grande do Norte. E, em pelo menos dois municípios o analfabetismo aumentou. Em Martins, a taxa que era de 18,2% subiu para 19,2%. Em São Bento do Norte passou de 30,6% para 32,4%.

Os melhores do RN

Quem mais evoluiuRedução do analfabetismo entre 2000 e 2010

Analfabetismo cai a passos lentos

Tribuna do Norte – 17 de Novembro de 2011
Andrielle Mendes – repórter

O Rio Grande do Norte está entre os cinco estados com maior taxa de analfabetismo do País. Dados do Censo 2010, divulgados ontem, mostram que o Estado avançou nos últimos dez anos – reduzindo em 26,5% a taxa de analfabetismo entre pessoas acima de dez anos – mas ainda não conseguiu sair da lista dos piores em alfabetização. No Brasil, onde 9% das pessoas acima de 10 anos não sabiam ler e escrever em 2010, a taxa caiu 29,6%. Para Aldemir Freire, chefe da unidade potiguar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o dado reflete a falta de investimento na área. Segundo ele, o RN levará, em média, 30 anos para atingir o percentual de analfabetos do País: 9%. “Para isso, precisará alfabetizar as crianças e os idosos”, explica Aldemir. Em 2010, 17,4% das pessoas acima de dez anos que residiam no RN não sabiam ler e escrever. O estado fica na frente apenas de Alagoas, Piauí, Paraíba e Maranhão.
Adriano AbreuCom maior acesso à escola, à leitura e à internet, a população entre 15 e 24 anos está mais letrada. Nesta faixa etária,a taxa média de analfabetismo é de apenas 5 por cento.Com maior acesso à escola, à leitura e à internet, a população entre 15 e 24 anos está mais letrada. Nesta faixa etária,a taxa média de analfabetismo é de apenas 5 por cento.

saiba mais

A diretora do Ide também defende a ampliação do número de vagas na rede pública de ensino. A Secretaria Municipal de Educação estima que cerca de 4 mil crianças estejam fora da sala de aula só em Natal. O número é maior que a população total de Paraú, município localizado a 285 km da capital potiguar. Segundo a secretaria, não há vagas suficientes. Só nas proximidades do loteamento Algemar, em Pajuçara, zona Norte, 140 crianças estão fora da escola. Evandro Alves é um deles. O garoto tem dois anos e seis meses e deveria estar matriculado num dos centros de educação infantil do bairro. Luciane Maria de Lima Caetano, 26, mãe de Evandro, não consegue vaga. A solução, diz ela, é esperar ele completar cinco anos e colocar numa escola.
A Prefeitura de Natal está construindo um centro infantil no loteamento Augemar, a poucos metros da casa de Luciane. A obra, entretanto, está parada há quase dois anos. Segundo moradores, a prefeitura não pagou a construtora. “Meu filho podia estar na creche hoje”, diz. Wanderson, 12, seu outro filho, também está fora da escola. A família mudou-se em abril e Luciane não conseguiu vaga para o garoto. “Ele já perdeu quase um ano de aula. Isso é muito ruim. Ele já repetiu a série duas vezes. Vai atrasar ainda mais”, afirma a dona de casa.

Segundo Cláudia, ‘é inadmissível’ manter 4 mil crianças fora da escola. “Se existisse uma lei de responsabilidade educacional, os gestores do estado estariam presos. É inadmissível manter 4 mil crianças fora da escola, principalmente numa capital, por falta de vaga”. Problemas como esses, na visão da educadora, atrasam a alfabetização das crianças e emperram o desenvolvimento do País.

Embora ostente a segunda menor taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 anos do estado, Natal destaca-se no Nordeste como a capital com o segundo maior número de crianças de 10 anos não alfabetizadas. Segundo o censo, 9,1% das crianças de dez anos que residiam em Natal em 2010 não sabiam ler e escrever. O percentual é maior apenas em Maceió, Alagoas.
João Dias tem uma das piores taxas do Brasil

Com uma taxa que chega a 38,9% da população, o município de João Dias, na região Alto Oeste, é que tem os piores índice do Rio Grande do Norte, segundo os indicadores de Educação do Censo 2010, divulgados ontem pelo IBGE. No caso da população idosa, isto é, com mais de 60 anos, o analfabetismo é de 66,5%.  João Dias integra o grupo de   1.304 municípios com taxa de analfabetismo da população acima de 15 anos, igual ou superior a 25%, juntamente com  Monte Santo (BA), com 35,6%, e São Brás (AL), com 34,7%; Santa Helena de Minas (31,7%) e tantos outros. João Dias já ostenta outro indicador negativo: o de município norte-rio-grandense com maior taxa de pobreza extrema.

O Censo-2010 mostra que existe uma relação entre analfabetismo e população da área rural. João Dias tem pouco mais de 2.600 habitantes, e 55,17% moram na área rural. Espírito Santo, com taxa de 38,4%, tem 10.475, dos quais 52% moram no campo. O problema de João Dias é que, até 2010, quando o censo foi feito, não funcionava o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O EJA, por exemplo, é um dos responsáveis pela redução da taxa de analfabetismo de Parnamirim, o município com melhores indicadores tanto no geral (taxa de 7,6%), como na população acima de 15 anos de idade (8,0%). Entre um Censo e outro, houve redução de 42% na taxa. A segunda menor taxa é a de Natal (8,3%), a terceira de Mossoró, a quarta de Carnaúba dos Dantas e a quinta de São Gonçalo do Amarante.

De acordo com o IBGE, os 8,3% de analfabetismo em Parnamirim representam menos da metade da média estadual. Por faixa etária, o analfabetismo na terceira cidade mais populosa do Estado é de 2,3% entre 15 e 24 anos; de 7,3% para a faixa entre 24 e 59 anos e de 27,6% para quem tem 60 anos ou mais.

A redução só não foi maior por causa das dificuldades que os municípios têm para alfabetizar a população de faixa etária mais elevada. Enquanto a diminuição do analfabetismo  de Parnamirim  foi de 62,9% entre 15 e 24 anos, na população mais idosa a queda foi de  35,8%. Fatores como doença, trabalho, obrigação para cuidar da família são obstáculos para alfabetização de adultos.
Analfabetismo atinge 28% no Nordeste

Rio (ABr)  – Embora a taxa de analfabetismo na população com 15 anos ou mais de idade tenha caído de 13,63% em 2000 para 9,6% em 2010 na média do país, nas menores cidades do Nordeste, com até 50 mil habitantes, ela ainda atinge 28% das pessoas nessa faixa etária. Além disso, nesses municípios a proporção de idosos que não sabiam ler e escrever chegava a 60%. Segundo dados dos Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, no caso do analfabetismo de jovens, a situação da região Nordeste também é preocupante. Enquanto na média do país a proporção de adolescentes e jovens que não sabiam ler e escrever atingia 2,5%, no Nordeste era quase o dobro (4,9%), com pouco mais de 500 mil pessoas nessa faixa etária. Na Região Sul o percentual era de 1,1% e na Sudeste, de 1,5%.

Emanuel AmaralCláudia Santa Rosa defende capacitação de professoresCláudia Santa Rosa defende capacitação de professores

Entre jovens e adultos, o levantamento revela que em 1.304 municípios a taxa de analfabetismo era igual ou superior a 25%. Entre eles, 32 não contavam com o programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). A maioria está localizada no Nordeste, tendo sido a pior situação observada em João Dias (RN), onde 38,9% das pessoas com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever. Em seguida, aparecem Monte Santo (BA), com 35,6%, e São Brás (AL), com 34,7%. No Norte, três municípios aparecem na lista, todos em Tocantins: Ponte Alta do Bom Jesus (25,2%), Mateiros (26,4%) e Centenário (28,6%). O Sudeste concentrava quatro deles, localizados em Minas Gerais. São eles: Miravânia (26,0%), Frei Gaspar (28,5%), Bertópolis (29,6%) e Santa Helena de Minas (31,7%).

O levantamento também evidenciou as diferenças em termos de alfabetização nos resultados segundo cor ou raça. Enquanto entre os brancos, o percentual de analfabetos para pessoas com 15 anos ou mais era de 5,9%, entre os pretos atingiu 14,4% e entre os pardos, 13%.

Taxa de analfabetismo entre a população de 15 a 24 anos

RN 5,0
São José do Seridó    1,9
Jardim do Seridó    2,2
Parnamirim    2,3
Santana do Seridó    2,4
Lucrécia    2,7
Natal    2,7
Água Nova    2,8
Caicó    3,0
Acari    3,1
Itaú    3,2
Mossoró    3,3
São João do Sabugi    3,4
Currais Novos    3,5
Parelhas    3,5
Ipueira    3,6
Carnaúba dos Dantas        3,6
Areia Branca    3,7
Riacho de Santana    3,8
Equador    4,0
Doutor Severiano    4,0
Severiano Melo    4,2
Encanto    4,2
Pau dos Ferros    4,3
Portalegre        4,4
Jaçanã    4,4
Ouro Branco    4,5
Felipe Guerra    4,5
Apodi    4,5
Baía Formosa    4,5
Viçosa    4,5
Ruy Barbosa    4,7
Cruzeta    4,7
Tenente Laurentino Cruz     4,7
Bodó    4,8
Tibau    4,8
São Gonçalo     4,8
Martins    4,8
Rafael Godeiro    4,8
Alto do Rodrigues    4,9
Cerro Corá        4,9
Campo Redondo    5,0
Timbaúba dos Batistas    5,0
Pilões    5,0
Lajes    5,1
Coronel Ezequiel    5,2
Lajes Pintadas    5,2
Pedra Preta    5,3
Extremoz    5,3
Frutuoso Gomes    5,3
Macau    5,3
Taboleiro Grande    5,4
Porto do Mangue    5,4
São Bento do Trairi    5,5
Florânia    5,5
Tangará    5,5
Assu    5,6
Umarizal    5,7
Canguaretama    5,7
Major Sales    5,7
Serra Negra do Norte    5,8
Maxaranguape    5,8
José da Penha    5,9
Santa Cruz        5,9
São Miguel    5,9
Serrinha    5,9
São Paulo do Potengi    6,0
Santa Maria    6,1
Jardim de Piranhas    6,1
Caiçara Rio do Vento    6,1
Passagem      6,1
Carnaubais    6,2
Riacho da Cruz    6,2
Barcelona    6,2
Jardim de Angicos    6,3
Caraúbas    6,3
Goianinha    6,3
Várzea    6,3
São Fernando    6,3
Almino Afonso    6,4

Inscrições Prorrogadas

Sábado, 2 de Julho, 2011
Pensamentos de crianças, jovens e adultos são fontes de conhecimentos. E que melhor forma de expressá-los, senão através da escrita? Por isso, com objetivo de incentivar o hábito da leitura e a expressão autoral através da escrita, o Instituto Ecofuturo, em parceria com o IDE, está promovendo o concurso cultural “Ler e Escrever”, com premiação para os 60 melhores autores.

Com o tema Vamos Cuidar da Vida, a sétima edição do concurso traz umanovidade: profissionais dos espaços de leitura (bibliotecários auxiliares de biblioteca e promotores de leitura) podem participar. O concurso abre espaço para a produção de textos de qualquer natureza (poesias, memórias, cartas, diálogos, páginas de diário, narrativas, artigos e outros). As inscrições podem ser realizadas até o dia 15 de julho, através do site ecofuturo.org.br/concursocultural.

Fonte: Boletim do IDE

RN no Salão do Livro

Sábado, 2 de Julho, 2011

Deu no Boletim do IDE:

Professores da rede pública do RN participaram 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

Momento em que as professoras apresentam suas experiências

Nos dias 14 e 15 de junho representantes do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte, Secretaria Municipal de Educação de Natal e de cinco escolas ligadas à Rede Potiguar de Escolas Leitoras, participaram do 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens e Seminário de Literatura Infanto Juvenil, no Rio de Janeiro/RJ. Com o objetivo de divulgar as experiências e aprendizados obtidos a partir do ConcursoEscola de Leitores.

Uma comitiva composta por 15 pessoas, dez destas representaram as vencedoras do Concurso, escolas estaduais Clara Camarão, Hegésippo Reis, Isabel Gondim, Stella Gonçalves e Maria Cristina; dos municípios de Natal e Parnamirim e levou uma reflexão sobre o fortalecimento da identidade escolar e como a promoção da leitura literária deve se dar de forma coletiva, sendo responsabilidade não só das escolas como também de toda comunidade.

A professora e coordenadora do Instituto de Desenvolvimento da educação (IDE), Cláudia Santa Rosa fez uma apresentação com o tema “Aprendizagens da Instituição Formadora”, a professora AngélicaVitalino representou as escolas com o texto “Aprendizagens das Escolas Vencedoras” e a professora Tânia Leiros representou a Secretaria Estadual de Educação e Cultura, abordando as “Repercussões do Concurso Escola de Leitores para a Educação do Estado do Rio Grande do Norte”.

A participação do RN teve continuidade com a professora Alzenir Araújo que fez a mediação de leitura com o conto “Felicidade Clandestina” de Clarice Lispector. Para Cláudia Santa Rosa “revisitar o edital do Concurso Escola de Leitores é uma feliz oportunidade de constatar que os resultados esperados foram alcançados nas cinco escolas vencedoras do Rio Grande do Norte. É nítida a compreensão acerca da leitura como prática social e direito da criança e do adolescente”, disse.

Equipes das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraty, também envolvidas com o Concurso Escola de Leitores, fizeram relatos das suas experiências, expressando a importância do certame.O Salão FNLIJ foi criado em 1999 com o objetivo de promover a cultura escrita como atividade fundamental para a formação cultural e educacional das crianças e jovens, por meio da promoção da leitura.

Leitura literária nas escolas do RN será debatida na Assembléia

Segunda-feira, 17 de Novembro, 2008

Proposição da Assembléia foi do presidente da Casa, Robinson Faria

Poder público e entidades ligadas à Educação e à promoção da leitura entre as crianças, adolescentes e jovens potiguares se reúnem neste dia 19 de novembro, quarta-feira, a partir das 8h30, na Assembléia Legislativa, para discutir uma política que garanta a formação de leitores nas escolas públicas do Rio Grande do Norte. A convocação da audiência pública se deu por sugestão da ONG Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE) e está sendo colocada em prática pelo presidente da casa, deputado Robinson Faria. Contexto Em parceria com o Instituto C&A e a Secretaria da Educação e da Cultura do Estado do Rio Grande do Norte (Seec), o IDE implementa, desde 2007, o projeto “Formação de Mediadores de Leitura”, vinculado ao “Prazer em Ler”, programa idealizado pelo Instituto C&A, que no RN envolve as 79 (setenta e nove) escolas estaduais de 1º ao 5º ano do ensino fundamental, localizadas nos municípios de Natal e Parnamirim. O projeto é voltado para a promoção da leitura literária, compreendida como direito do cidadão, e se inscreve na linha da parceria público-privada como alternativa para se alcançar melhores resultados educacionais. A primeira ação do projeto foi a realização de um diagnóstico que apurou as condições em que a leitura de literatura é fomentada nas 79 escolas públicas estaduais. A necessidade de uma política pública na área de educação, que assegure a formação do leitor, de modo que as ações não se percam com as alternâncias do poder, ficou evidente no relatório do estudo. O trabalho mostrou a carência de um elevado número de escolas no que diz respeito a espaço de leitura (bibliotecas e/ou salas de leitura), acervo de qualidade e práticas de mediação de leitura que favoreçam a democratização do acesso dos estudantes e de suas famílias ao livro, além dos profissionais da educação. O IDE e o Instituto C&A defendem, ainda, o fortalecimento e a dinamização das bibliotecas públicas existentes, a criação de espaços de leitura em parceria com as comunidades dos diferentes bairros e cidades e, sobretudo, a criação e/ou a dinamização de espaços de leitura nas escolas públicas, o que evoca a necessidade de uma política pública na área.

Repórter: Redação

“OUTRO LADO”

Quarta-feira, 8 de Outubro, 2008

Matéria – O Jornal de Hoje – Natal, 08/10/2008

http://www.jornaldehoje.com.br/novo/navegacao/ver_noticias.php?id_ce=7424

Ruy Pereira rebate acusações de descaso com a educação estadual

Secretário disse que estagiários estão recebendo pagamento e que não pode impedir o direito do professor tirar uma licença-médica

O titular da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC), Ruy Pereira, rebateu esta manhã as insinuações de descaso do Governo do Estado com a educação pública, apresentando números que comprovam o trabalho da sua gestão frente a SEEC. Ele contesta uma carta aberta publicada nos jornais e endereçada à governadora Wilma de Faria, assinada pela coordenadora de projetos do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), Cláudia Santa Rosa, em que cobra da governadora o pagamento dos estagiários que lecionam nas escolas da rede pública estadual. Além disso, ele critica reportagens denunciando a falta de professores em sala de aula, além da repercussão da carta entrevista dada pela professora Eleika Bezerra, que também integra a equipe do IDE.

Ruy Pereira questiona da professora Cláudia Santa Rosa o porquê de sua preocupação com o pagamento dos estagiários não ter sido encaminhada inicialmente numa reunião ocorrida após sua posse na Secretaria, em que recebeu também a professora Eleika Bezerra. O grupo reafirmou no momento, a intenção e o interesse em manter a “parceria salutar” existente entre a SEEC e o IDE. Ele não compreende a preocupação externada só após sua posse, afirmando que poderia ter sido publicizada a priori em período anterior, ou seja, se o pagamento estava atrasado desde o mês de fevereiro desse ano, “é no mínimo estranho” o posicionamento das professoras apenas no mês de julho, e no período em que começou a efetuar o pagamento dos estagiários.

Ruy disse ainda que durante o encontro com as professoras, em nenhum momento elas questionaram o pagamento dos estagiários. No entendimento do secretário, antes de publicar uma carta à governadora, a educadora deveria, por lógica, ter questionado o assunto primeiro com o titular da educação, designado pela chefe do executivo para administrar a pasta. Ele ressalta que nem o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (Sinte-RN), “foi tão agressivo ao tratar deste assunto”, lembrando o papel histórico do Sinte-RN na defesa dos profissionais da educação. Ruy Pereira externou o bom relacionamento que vem tendo com o Sinte-RN.

O secretário afirma que recebeu com “espanto” o posicionamento da representante do instituto, ressaltando a “parceria exitosa, saudável e que vem sendo trabalhada com tranqüilidade para que permaneça e se estenda por todo o RN”, como por exemplo, os incentivos do Governo do Estado durante a realização do seminário “Prazer em Ler”, que totalizaram em 2007, R$ 12.800 e em 2008, R$ 17.120. Participam do “Prazer em Ler” 78 escolas na capital e três em Parnamirim, totalizando 19.155 alunos e 160 professores.

ESTAGIÁRIOS EM DIA

Atualmente na rede pública estadual de ensino, estão cadastrados e atuando 3,2 mil estagiários, sendo que desse total, 2.477 estagiários já receberam o pagamento e estão em dia com seus salários, tendo o Estado usado recursos superiores a R$ 4,5 milhões para quitar o débito com os universitários.

Com relação aos estagiários ainda com salários atrasados, o secretário explica que há uma morosidade no trâmite legal para o pagamento, uma vez que é necessária a apresentação de declarações tanto da instituição de ensino onde o universitário está vinculado, como também da unidade escolar em que atua. Porém, já está em caixa um montante no valor de R$ 11 milhões para pagamento até o final do ano, sendo que R$ 10.667.415 já estão empenhados para o pagamento dos débitos em atraso. “O que está moroso não é o pagamento e sim o trâmite da documentação”, destacando que “nenhum estagiário trabalhou ou vai trabalhar de graça, pois todos vão receber de forma integral”.

O secretário esclarece ainda que nenhuma vaga ocupada por estagiário pode ser substituída pela contratação de um professor efetivo, visto que, essa vaga pertence a um profissional do quadro que no momento se encontra afastado por motivos vários e todos assegurados pela legislação, sendo impossível abrir vagas de concurso para substituição.

Ruy Pereira disse que o processo de seleção para estagiários em 2009 vai priorizar os estudantes que moram nas Residências Universitárias e Casas de Estudantes, lembrando que o limite máximo do estágio é de apenas um ano, renovado por outro. A bolsa do estagiário é de um salário mínimo, além de uma apólice de seguro-saúde. “É importante destacar que o estagiário não é substituto do trabalhador e nem mão-de-obra barata. Ele tem a oportunidade de aprendizado quando atua numa escola”, reforçando que nem todos os estagiários da SEEC estão em sala de aula.

FALTA DE PROFESSORES

Responsável por gerir 25% do orçamento estadual, a SEEC mantém em seus quadros 32 mil profissionais, sendo que desse total 12 são aposentados e 20 mil estão na ativa, subtraindo desse número 6,5 mil afastados da sala de aula. O secretário reafirma que todos os profissionais afastados de suas funções estão acobertados por lei, e que na sua gestão, “lei não se discute, se cumpre”.

Para exemplificar, o secretário afirma que 1.555 professores estão de licença-prêmio e 1.985 em tratamento de saúde, além de situações de licença para interesse particular e de adaptação. “É bom lembrar que esses profissionais vão retornar à sala de aula e, por isso, a importância do estagiário”. Desde que assumiu a SEEC, Ruy Pereira já convocou 603 professores concursados.

COMPROMISSOS

O secretário explica que o Sinte-RN apresentou uma pauta de reivindicações com 18 pontos, sendo 12 de ordem financeira e oito já foram negociados. O titular da SEEC disse que existia um débito de R$ 6,5 milhões com aproximadamente seis mil professores e que foi negociada com quitação em quatro parcelas até o mês de dezembro desse ano. “Estamos pagando horas suplementares, dívidas de vencimento básico, aposentadorias, abono de permanência, cargos comissionados, qüinqüênios e alterações de carga horária”, afirmando uma relação cordial com a categoria e com o sindicato. “Sou professor e médico e nunca iria censurar o direito das categorias das quais pertenço”, finaliza.”

Repórter: Riccelli Araújo

Falta de professores irá provocar “apagão” na Educação estadual

Quarta-feira, 1 de Outubro, 2008

Matéria – O Jornal de Hoje – Natal, 01/10/2008

Previsão é do secretário de Educação do Estado, Ruy Pereira, afirmando que 6.500 professores estão fora das salas de aulas

Apesar de ser uma das secretarias estaduais com maior número de servidores, a pasta da Educação no Rio Grande do Norte apresenta efetivas possibilidades de “apagão” nos recursos humanos. É o que admite o secretário estadual de Educação e Cultura, Ruy Pereira. Ao todo são 40 mil servidores, sendo 32 mil professores, entre aposentados – 12 mil, que representam um investimento de R$ 15 milhões, ao mês, na folha de pagamento – e ativos, cerca de 20 mil. Do total de ativos, o montante de 6.500 professores estão fora da sala de aula, o que significa prejuízo direto aos estudantes da rede estadual. “A gente não cede professor para outros setores, porque acreditamos que lugar de professor é em sala de aula, mas temos um contingente razoável de profissionais afastados por problemas de saúde”, observa o secretário, enfatizando que está havendo abusos por parte dos funcionários, principalmente nas readaptações de função.
As justificativas para a quantidade de educadores longe da função primordial de educar crianças e adolescentes temporariamente são diversas: licença premium, licença maternidade, acompanhamento de parentes doentes, aposentadoria e readaptação de função por problemas de saúde. Somente por tratamento de saúde, são 1.985 professores afastados do trabalho. Além disso, 271 deixam as salas de aula para acompanhar familiares doentes. “Vamos sensibilizar a junta médica, porque estes números são muito elevados”, diz. Um total de 224 professores também deixou de lecionar para trabalhar nas eleições municipais deste ano. A situação de déficit de profissionais é ainda mais significativa quando se observa o número de profissionais que se aposentaram este ano e os que estão em trâmite para aposentadoria: 1.892. Todo o quadro de pessoal da Seec requer quase R$ 50 milhões para seus honorários trabalhistas.
Diante da deficiência no número de educadores, a rede estadual de ensino conta com três mil estagiários – não somente nas salas de aula, mas em todos os setores da Seec – para substituir temporariamente os efetivos. Alguns dos que substituem os professores estão com os salários atrasados desde o mês de março, no entanto, Ruy afirma que a maior parte já teve a pendência resolvida. “Cheguei, em julho, à Seec e este atraso já acontecia, porque, no termo de cooperação com o MEC, a função dos estagiários estava errada e o Ministério da Educação não aceitou a rubrica”, explica o secretário. O MEC oferece parte dos recursos para o pagamento dos profissionais. Diante deste equívoco, os estagiários trabalharam “de graça” por mais de três meses para o Estado. “As escolas também demoraram para nos enviar os documentos dos estagiários e, assim, não temos como liberar o recurso que já está empenhado”, salienta Ruy. Em Natal, 861 já receberam e, no RN, são 1997.

A carta aberta à governadora, escrita pela pedagoga Cláudia Santa Rosa, coordenadora pedagógica da Escola Estadual Hegésippo Reis, em Nova Descoberta, relatando o problema dos contratados e os prejuízos que se reflete nos estudantes, foi respondida sem fazer referência ao problema central, segundo ela, e sem uma assinatura específica de um representante da Seec. O Ministério Público foi acionado pela organização não governamental IDE, cuja missão também é de controle social, para apurar a real situação dos recursos humanos da educação do RN.

Repórter: Redação

Disponível em versão online: Clique aqui!

Carta Aberta à Governadora do RN

Domingo, 7 de Setembro, 2008

Respeito faz bem aos Profissionais da Educação

Senhora Governadora Wilma Maria de Faria,

Faz tempo que aprendi a não generalizar, fazendo o enorme sacrifício de ’separar o joio do trigo’, pois sei que, aqui e em algures, atuam excelentes, razoáveis e péssimos profissionais da Educação, assim como há excelentes, razoáveis e péssimos gestores públicos. Ao longo de quase 19 anos de atuação na rede estadual tenho procurado ser crítica, frente ao tratamento que, historicamente, tem sido dedicado à Educação, mas ao mesmo tempo sei que sou tolerante, parceira, compreensiva, esperançosa de que as coisas se resolvam em um tempo razoável. Porém, o fato é que tudo tem limite. Pois bem: há meses tenho acompanhado o enorme sacrifício de educadoras, contratadas como ‘estagiárias’, que atuam em escolas públicas estaduais, exercitarem a tolerância ao extremo. Falo, especialmente, em nome daquelas que conheço de perto, porque atuam no meu local de trabalho diário, a Escola Estadual Hegésippo Reis, no bairro de Nova Descoberta, em Natal. São pessoas dedicadas e comprometidas com o nosso projeto político-pedagógico institucional, focado em primeiro, segundo e terceiro lugar, na qualidade das aprendizagens das crianças. São educadoras que, efetivamente, pesquisam, planejam, ensinam, aprendem, avaliam, refletem, inovam, cumprem o calendário letivo, são pontuais, assíduas. Não estou a falar de um oásis educacional, nem de uma mega-estrutura de escola, mas de uma iniciativa que tem vida e resultados concretos para apresentar à sua comunidade, exemplo de empreendedorismo, resistência, perseverança e resiliência da sua equipe. Posso afirmar que me refiro a uma escola onde não combina o profissional de postura medíocre, descomprometido, sem utopia, sem respeito pela profissão que escolheu e, por isso mesmo, alguns se foram, quando, contraditoriamente, perceberam que tinham que trabalhar sem alinhavos.

A minha condição de coordenadora pedagógica de tal projeto coletivo, de uma política de Escola, que é mais do que simplesmente cumprir expediente na função de ‘supervisora’, ‘apoio’ ou ‘articuladora’ pedagógica de uma instituição, como queiram denominar, talvez aumente o meu incômodo de ver professoras, ditas ‘estagiárias’, darem lições de profissionalismo ao mesmo tempo em que assisto, perdoe-me a franqueza, o tratamento desrespeitoso por parte do Governo do Estado do Rio Grande do Norte que impõe a essas pessoas, mulheres, mães, esposas, seres humanos, professoras, cidadãs, a dura tarefa de trabalhar sem perceberem os seus pró-labores. Aliás, não custa lembrar de que se trata de remuneração pouco digna para o labor docente que se espera seja de excelência: um salário mínimo. Fico a pensar como pode alguém ser exposto a condições tão impróprias, trabalhando, algumas delas, desde as últimas semanas de fevereiro, até esta data, sem perceberem nenhum centavo. Fico a me perguntar: como posso esperar mais cumplicidade de educadoras que começam a fraquejar, acharem pesado, por exemplo, planejar e estudar aos sábados, na Escola? Ora, elas se alimentam igual a mim, têm contas para pagar ao final do mês, precisam se deslocar de casa para a escola, mas não são reconhecidas, financeiramente, pelo trabalho que realizam. Como posso continuar a esperar dessas profissionais atingirem a qualidade pedagógica que ajudou a colocar a pequenina Escola Estadual Hegésippo Reis, em pouco tempo, na condição de 8º melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) entre as escolas estaduais de Natal dos anos iniciais do ensino fundamental e no 10º melhor se consideramos, também, as escolas da rede municipal?

Excelentíssima Senhora Governadora, Professora Wilma de Faria, tem sido constrangedor saber das promessas, quase diárias, de que o pagamento seguirá para o banco e as educadoras saírem felizes, retornando desoladas, desanimadas, sentindo-se enganadas, agredidas em seus direitos, diante do alarme falso, do dissabor de continuarem sem oportunidades de cumprir com os seus compromissos frente aos credores. Espero, sinceramente, que até a publicação do presente texto mais uma das tantas promessas desta vez tenha sido cumprida e o pagamento tenha sido feito e assim sendo, este texto servirá, tão somente, como alerta para o futuro.

Excelentíssima Senhora Governadora, o que falta para resolver tal pendência, devolvendo a dignidade a essas profissionais? Creio que o Governo de Vossa Excelência deve uma solução definitiva para esse problema que envolve uma questão básica. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para, de público, dizer da expectativa da nossa Escola, com o zelo e responsabilidade que nos é peculiar, de experimentar uma experiência piloto de gestão autônoma, a partir do repasse do custo-aluno-ano para que a própria Escola, sem deixar de ser pública e vinculada à rede estatal, faça a gestão do seu orçamento e a aplicação financeira dos recursos, de acordo com as necessidades do seu projeto político-pedagógico. Não é verdade que todos os profissionais, todos os livros didáticos, todos os programas e projetos das políticas governamentais servem para todas as escolas, tampouco é verdade que todas as escolas necessitam do número de profissionais que têm, percebendo os questionáveis salários que percebem. É verdade sim, que há escolas formadas por equipes protagônicas, que têm projeto próprio e sentem-se qualificadas para avançar. A Escola Estadual Hegésippo Reis é uma delas e espera não ser tolhida em suas investidas de ajudar ao crescimento da educação estadual a partir do seu próprio crescimento, via construção de uma tecnologia educacional. Aguardo a oportunidade para detalhar essa proposta para Vossa Excelência e/ou equipe da Educação.

Por fim, é possível que se a autonomia financeira da Escola, que ora defendemos, já fosse uma realidade eu não estivesse, neste momento, pedindo respeito perante profissionais que aguardam o que têm direito por muitos meses de trabalho, ou seja, um montante líquido de pouco mais de um mil reais, valores estes que alguns menos merecedores percebem por um mês ou quinze dias para povoarem, de maneira questionável, gabinetes ou mesmo escolas e, com isso, dão uma enorme contribuição para que o Estado atinja o limite prudencial, que tem sido, nos últimos tempos, a justificativa para a falta de solução de problemas históricos. Acredito que este momento da Educação urge por gestores estadistas, de enorme espírito público e capacidade de decisão política, pois algo precisa ser feito com urgência.

Com os meus respeitosos agradecimentos, fico no aguardo de providências, na esperança de poder contar com a sensibilidade de Professora de Vossa Excelência, gestora maior do nosso Estado.

Natal (RN), madrugada de 06 de setembro de 2008.

Cláudia Santa Rosa

Educadora, Cidadã e Eleitora no Estado do Rio Grande do Norte.

(Carta publicada, na íntegra, pelos jornais diários “O Jornal de Hoje”, “Correio da Tarde” e “Tribuna do Norte”, respectivamente, nas edições dos dias 09, 10 e 18/09/2008.)

Do site do INEP

Terça-feira, 24 de Abril, 2007

Qualidade do sistema educacional será medida por desempenho e taxa de aprovação

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) materializa metas de qualidade para a educação básica

Com base na lógica de que o sistema de ensino ideal é aquele em que todas as crianças e adolescentes têm acesso ao ensino, não desperdiçam tempo com repetências, não abandonam a escola e aprendem – consenso para todos os especialistas em educação – o Inep elaborou um novo indicador, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

O novo indicador tem o mérito de considerar direta e conjuntamente dois fatores que interferem na qualidade da educação: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho. As taxas de rendimento são aferidas pelo Censo Escolar da Educação Básica, e as médias pelo Saeb e pela Prova Brasil, avaliações realizadas pelo Inep para diagnosticar a qualidade dos sistemas educacionais.

Dessa forma, se um sistema de ensino retiver seus alunos mais fracos para obter notas maiores no Saeb ou na Prova Brasil, o fator fluxo será alterado, podendo diminuir o valor do Ideb e indicar a necessidade de melhoria do sistema. Se, ao contrário, o sistema apressar a aprovação do aluno sem qualidade, os resultados das avaliações poderão cair e o valor do Ideb indicará igualmente a necessidade de melhoria do sistema.

Essa combinação entre fluxo e aprendizagem vai expressar em valores de 0 a 10 o andamento dos sistemas de ensino, em âmbito nacional, nas unidades da Federação e municípios. A inovação está no monitoramento objetivo do sistema de ensino brasileiro, em termos de diagnóstico e norteamento de ações políticas focalizadas na melhoria do sistema educacional.

O Ideb e o Plano de Desenvolvimento da Educação

O Ideb será o indicador objetivo para a verificação do cumprimento das metas fixadas no Termo de Adesão ao Compromisso Todos pela Educação, eixo do Plano de Desenvolvimento da Educação que trata da educação básica.

A partir da próxima quinta-feira, dia 26 de abril, o Inep disponibiliza em sua página eletrônica amplo sistema de consulta aos valores do Ideb em todos os níveis. Os indicadores serão apresentados por redes de ensino, referentes a 1ª e 2ª fases do ensino fundamental e, quando couber, ao ensino médio. Assim, ampliam-se as possibilidades de mobilização da sociedade em favor da educação, uma vez que o índice é comparável nacionalmente e estará disponível para consulta a toda a sociedade.

Além do Ideb 2005 (calculado com base nos resultados do Censo Escolar, do Saeb e da Prova Brasil desse ano), estarão disponíveis para consulta as projeções do indicador ao longo dos anos, com metas bienais estipuladas para cada unidade da Federação e município. Essa evolução dos Idebs em cada instância materializa a melhoria necessária para que o Ideb do Brasil passe dos atuais 3,8 para 6,0, o que corresponde a um sistema educacional com qualidade semelhante à de países desenvolvidos. O ano fixado para que o País atinja a meta de qualidade é 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil.

Assessoria de Comunicação do Inep: (61) 2104-8023 / 8037 / 9563

“Educadoras do RN”

Sábado, 10 de Março, 2007

capa_jornal1Na edição de ontem do matutino “Diário de Natal”, foi encartado  o “DN Educação”, que teve como tema: “Educadoras do RN”, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Fiquei honrada, juntamente com as colegas do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), por termos sido focalizadas na pág. 13. A publicação enaltece a grandiosidade da obra da mulher educadora. Parabéns para toda equipe do DN Educação, pela sensibilidade.

jornal1

Educação do RN

Domingo, 18 de Fevereiro, 2007

Na edição do jornal “Diário de Natal/O poti”

http://www.diariodenatal.com.br/int_cotidiano_interna.php?id=14028 ; http://www.diariodenatal.com.br/int_cotidiano_interna.php?id=14029 e http://www.diariodenatal.com.br/int_cotidiano_interna.php?id=14030 deste domingo, 18/02/2007, há uma ótima matéria do jornalista Léo Arcoverde sobre os últimos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), ambos realizados pelo INEP/MEC http://www.inep.gov.br . A análise do jornalista não cabe retoques, pois o seu texto é bem cuidado, com destaque para a ótima reflexão crítica, numa demostração de clara isenção e compromisso social com a informação e com a sociedade. Também na edição de hoje, só que do jornal “Tribuna do Norte” http://tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=35060 repercute uma entrevista com a Secretária da Educação e Cultura do Rio Grande do Norte e sobre tal entrevista postei o seguinte comentário lá no site da Tribuna:

Os posicionamentos da Secretária Ana Cristina expressam lucidez e acalentam as nossas esperanças, tendo em vista avanços na educação do RN. Entretanto, percebo que a Secretária vai necessitar de uma equipe igualmente lúcida e comprometida, diante do desafio em torno de metas à qualidade. Fico pensando: o que aconteceria se na folha da educação ficassem apenas aqueles com funções bem definidas e em atuação nas escolas e/ou órgãos ligados diretamente à Secretaria? São flagrantes os desvios de funções e um número assustador de profissionais à disposição de prefeituras, assembléia, Câmaras, Tribunais… e etc. Em algumas escolas, nos órgãos ligados à Secretaria e no próprio prédio central há um quadro de pessoal encharcado, sem falar no excesso de cargos comissionados e de funções gratificadas. Os cargos, quase sempre assumidos por pessoas externas ao quadro, havendo duplicidade de pagamentos, quando poderia ser apenas um complemento por horas a mais de dedicação exigidas pelo cargo ocupado. As funções gratificadas, completamente dispensáveis, são o símbolo do atraso. Enquanto isso, faltam professores nas escolas!!! Um outro problema grave diz respeito à evasão de valores, de técnicos de alto nível, profissionais que todos os anos concluem cursos de mestrado e doutorado e que acabam sub-aproveitados pelo Estado, quando poderiam coordenar projetos estratégicos, voltados à qualidade em dezenas, centenas de escolas. Um sistema de avaliação das escolas, a partir da avaliação do desempenho dos alunos, é inevitável. É preciso superarmos o corporativismo e entendermos, que: quando o aluno é “reprovado”, a escola e todo o sistema é reprovado junto. Ao certo, sabemos que produzir resultados diferentes dos que ai estão, implica em alguns dissabores, em tomadas de posições nem sempre simpáticas, que não temos a certeza de que o Governo ousará colocar as necessidades das crianças, dos adolescentes e jovens à frente dos próprios interesses. Só há uma certeza: a qualidade não virá por obra milagrosa e nem através da retórica. Vamos aguardar o plano estratégico da SEC, a ser anunciado em março próximo.