
Em matéria deste domingo, 5 de fevereiro de 2012, assinada pelo repórter Paulo Nascimento, o jornal O Poti ( Clique em três links para ler a reportagem completa Aqui Aqui e Aqui ) aborda o tema do custo da educação nas redes de ensino público e privado. Abaixo compartilho a parte do texto que tive o privilégio de colaborar enquanto fonte.
Gestão da rede pública é o X da questão
A grande estrutura envolvida no funcionamento da educação pública trava o andamento do ensino, em todo Brasil. A opinião é da educadora e presidente do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE) Cláudia Santa Rosa, que defende uma descentralização, para oxigenar o ensino público. “Sofremos com uma má gestão. A verba da educação mantém uma grande estrutura. E o que passa de dinheiro por toda essa estrutura nem sempre termina em investimento”, explica ela. Uma melhor divisão entre as administrações, segundo ela, seria um caminho a ser seguido. “Defendo que a descentralização seja feita. Temos um bom exemplo, que é o ensino federal, em que a administração é local e as verbas vêm direto para instituição. O ensino público também pode copiar algumas coisas do setor privado, como o planejamento e a gestão, principalmente, pois faltam pontos como avaliação e monitoramento no setor público. Falta cobrança e penalização para quem não faz o serviço”, diz Cláudia, que também é coordenadora pedagógica de uma escola da rede pública.
A educadora classifica que o modelo de gestão das escolas está “matando” o ensino público. “Estamos assistindo uma morte gradativa das escolas. Estão subtraindo dos jovens o direito de conhecimento. Fico triste em ver que não conseguimos fazer funcionar o ensino público”, afirma. A lógica de apequenar o ensino público, para Cláudia, não vai fazê-lo evoluir. “Falta planejar, estar junto das escolas. Não podemos perder de vista a humanização do ensino. Vejo colegas que trabalham no público e no privado, mas fazem um trabalho diferente. São inúmeras as contradições dentro da rede pública que precisam ser corrigidas”, destaca a educadora. Ela ainda expõe a falta de cuidado com a alfabetização, que é tratado, segundo ela, com desprezo pelo poder público. “Na rede particular, os melhores e mais preparados professores são destacados para a alfabetização. O investimento e a cobrança são enormes para que a criança esteja lendo. Enquanto que na rede pública, qualquer professor entra na alfabetização para dar aula. Muitas vezes colocam até os mais novos” justifica.










